21 janeiro 2019

Com o aumento das opções de embalagens, a indústria de alimentos e bebidas tem evoluído rapidamente. Confira algumas tendências
Por Elisabeth Comere, diretora de Meio Ambiente e Public Affairs da Tetra Pak para os Estados Unidos e Canadá


A revolução do comércio online levará a ajustes nos novos canais de distribuição

Não há dúvidas de que o e-commerce chegou para ficar. Ao mesmo tempo em que os consumidores seguirão comprando bens por canais convencionais, estimativas indicam que as vendas online deverão crescer cerca de 20% ao ano até 2025. Neste cenário, a embalagem ganha um papel diferente em meio a distribuição online quando comparada ao varejo tradicional. No e-commerce, há muito mais pontos de interação que podem levar ao fracasso da embalagem, principalmente se estiverem junto a itens afiados, pesados ou em formatos diferentes dos usuais. As embalagens precisam ser firmes o suficiente para suportar a jornada. Além disso, ao passo em que elas são desenvolvidas para atrair a atenção dos consumidores com um visual único e presença marcante nas prateleiras, o comércio online é amplamente influenciado por custos de expedição, o que favorece embalagens leves e pequenas, sem que isso comprometa a proteção do produto.

Reduzir o desperdício de alimentos ao longo da cadeia de distribuição

Seja pela perspectiva do risco ao negócio ou sob a ótica da segurança, minimizar o desperdício de alimentos é uma das principais preocupações da indústria. Globalmente, um terço de toda a comida produzida é perdida ou desperdiçada antes de ser consumida. Para combater essa realidade, nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura lançou novas diretrizes que encorajam a indústria a utilizar um modelo padrão de “prazo de validade”, com o objetivo de reduzir a quantidade de comida que é simplesmente descartada mesmo ainda estando adequada para consumo.

Avanços e inovações nas embalagens e em seus rótulos também podem minimizar o desperdício ao longo da cadeia de distribuição, e após o momento de compra do produto. Por exemplo, embalagens inteligentes já contam com tecnologia que permite monitorar a deterioração do alimento e que indicam a temperatura ideal para o seu armazenamento, emitindo alertas aos consumidores quando o produto deixa de ser seguro. Em complemento, rótulos inteligentes para alimentos frescos mudam de cor para indicar o frescor do produto, dando aos consumidores a segurança de que o alimento continua próprio para consumo – ou mesmo encorajando o seu rápido consumo.

Apoio à economia circular – embalagens projetadas em alinhamento com a conservação de recursos

Há uma pressão cada vez maior para que a indústria de alimentos e bebidas incorpore os princípios da economia circular às embalagens dos produtos. De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, “a economia circular é restauradora e regenerativa desde a sua origem, uma vez que tem por objetivo manter produtos, componentes e materiais em sua máxima utilidade e valor por todo o tempo”. Materiais renováveis desempenham um papel crucial aqui.

Com este fim, a Tetra Pak assegura que materiais renováveis aplicados às suas embalagens, incluindo madeira e cana-de-açúcar, sejam obtidos a partir de fontes sustentáveis e rastreáveis. Isso inclui madeira proveniente de florestas de manejo sustentável certificadas pelo Forest Stewardship Council® (FSC).
Cada vez mais, as marcas estão identificando oportunidades para preservar e aumentar o uso de capital natural, otimizar o uso e o valor dos recursos, além de buscar pela eficiência em toda a cadeia de valor. Mudar para embalagens feitas a partir de materiais renováveis e contar com organizações terceirizadas de boa reputação para garantir que padrões sejam cumpridos é uma das maneiras pelas quais as empresas podem limitar seu impacto ambiental.

Melhorias nas tecnologias para processamento de recicláveis

Fabricantes de embalagens e grandes marcas continuarão a trabalhar diretamente com companhias recicladoras para aumentar a compatibilidade de suas embalagens com os sistemas de reciclagem – sempre respeitando o design da embalagem e as tecnologias de processamento dos materiais ali presentes. Locais para a recuperação de materiais e outros processadores trabalham para aumentar sua eficiência utilizando robôs, inteligência artificial e sistemas autônomos para a classificação de materiais – soluções que já estão em uso atualmente, mas que serão continuamente aprimoradas.

Clique aqui para ler o artigo completo em sua versão em inglês, disponível em CSRwire.
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