18 Outubro 2018

Como a temperatura de reagentes enzimáticos pode interferir no resultado de análises microbiológicas
Atualmente, o Brasil conta com mais de 208 milhões de habitantes, número que deverá chegar próximo a 225 milhões até 2030, segundo estimativa do IBGE. À medida que a população aumenta, cresce a pressão sobre a indústria de alimentos no que concerne à relação produção x consumo, bem como no que diz respeito à qualidade e segurança alimentar. Afinal, como garantir que todo produto consumido na casa dos brasileiros atenda aos mais altos padrões de qualidade e segurança?

A resposta depende de uma série de fatores encadeados ao longo do processo de produção e distribuição de alimentos, sendo um dos principais a realização de análises que assegurem a ausência de agentes patogênicos e deteriorantes nos produtos. Nesse ponto, o transporte de reagentes enzimáticos (ou simplesmente enzimas) para a execução de testes é preponderante, podendo o modelo de transporte impactar diretamente na acuracidade dos resultados e, portanto, na garantia de produtos próprios para consumo.

“As enzimas são o coração de alguns testes de qualidade realizados na indústria de alimentos e bebidas. Assegurar que elas cheguem ao laboratório dentro das condições ideais é fundamental para garantir a segurança alimentar de milhares de consumidores”, explica Marília Victal, especialista em performance asséptica da Tetra Pak.

Entre os fatores que determinam a qualidade das enzimas para a realização dos testes analíticos, um dos principais é a temperatura. Enzimas manipuladas, armazenadas e transportadas em ambientes onde é feito o controle térmico, normalmente variando entre 4°C e 8°C, tendem a oferecer resultados mais confiáveis e acurados durante todos os tipos de análises. Para esse tipo de controle dá-se o nome de cadeia fria.

Como principal vantagem, a cadeia fria garante a estabilidade térmica das enzimas desde o seu armazenamento em centros de distribuição até o transporte e momento de utilização em testes, de modo que elas não passem por processos de desnaturação. Quando isso ocorre, a enzima perde características que comprometem o seu funcionamento e a sua capacidade de catalisar processos químicos – no caso de testes microbiológicos, deixam de oferecer resultados confiáveis.

Segundo a especialista da Tetra Pak, também tendem a oferecer resultados melhores enzimas que, além de terem sido transportadas em cadeia fria, tenham sido disponibilizadas em frascos separados: um na fase sólida (liofilizado) e o outro na fase líquida (diluente), sendo que eles somente serão reconstituídos no momento de realização das análises.

“Esse é outro processo importante para evitar a degradação do material enzimático e para não comprometer testes microbiológicos essenciais para a indústria de alimentos. Quando falamos em segurança alimentar, precisamos levar em conta cada detalhe da cadeia de produção e distribuição para que não haja espaço para falhas”, explica Marília.

Agilidade e eficiência

Em complemento a processos que evitem a desnaturação de enzimas, outra demanda importante da indústria é pela realização de testes que forneçam resultados rápidos, de modo a aliar confiabilidade e agilidade às análises. Afinal, tempos prolongados para a obtenção dos resultados também se traduzem em custos maiores para a indústria.

Para auxiliar fabricantes, a Tetra Pak desenvolveu o método Tetra Pak ATP, sistema de Detecção Microbiológica Rápida para a análise de alimentos líquidos, como lácteos, sucos e molhos. A solução utiliza enzimas ATP (adenosina trifosfato) transportadas em cadeia fria, assegurando agilidade e confiabilidade às análises microbiológicas.

Em média, cada teste, capaz de analisar 96 amostras ao mesmo tempo, leva cerca de 30 minutos, fornecendo resposta direta sobre a qualidade do produto sem que seja necessário outro tipo de análise complementar.

Outro ponto importante é a possibilidade de as 96 amostras analisadas serem de origens diferentes - ou seja, é possível analisar produtos como leite, bebida achocolatada, creme de leite, bebidas saborizadas e outros tipos de produtos ao mesmo tempo.

Em todo o mundo, mais de 100 milhões de testes são realizados anualmente utilizando o sistema da Tetra Pak.

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