10 junho 2020

Marcações servem para controlar a qualidade da impressão na embalagem e não têm qualquer relação com a qualidade do produto envasado
Para combater a fake news que circula há algum tempo em aplicativos de mensagens e em redes sociais, que diz que a presença de barras coloridas no fundo de embalagens de leite indica que o produto teria sido reprocessado, a fabricante de embalagens Tetra Pak incorporou às suas caixinhas breve explicação sobre o real significado das marcações.

A partir de agora, todas as embalagens de leite produzidas pela companhia serão acompanhadas da seguinte frase: “marcações ou barrinhas coloridas são exclusivamente para controle de qualidade de impressão das embalagens”. Por padrão, as caixinhas contêm no fundo as famosas barrinhas para garantir a tonalidade correta das cores ou pequenos círculos pretos ou coloridos em trajetória linear, que garantem o registro de impressão e, portanto, a nitidez da imagem.

“A presença de barrinhas coloridas ou de qualquer marcação no fundo da embalagem não tem qualquer relação com o produto ali dentro. Basicamente, elas ajudam no controle de qualidade de impressão, garantindo que a identidade visual proposta pelo cliente seja reproduzida de forma fidedigna”, explica Salvador Marino, diretor da fábrica da Tetra Pak em Monte Mor (SP).

Apesar de serem envasadas somente na fábrica do produtor de alimentos, a fabricação das embalagens acontece dentro das fábricas da Tetra Pak em Monte Mor (SP) e em Ponta Grossa (PR). 

O envio das embalagens para o cliente não acontece no mesmo formato em que elas são encontradas nas gôndolas dos mercados. Elas saem em bobinas e, já na indústria de alimentos, são introduzidas em máquinas de envase responsáveis por dar forma à embalagem – exatamente do modo como são conhecidas - e por transferir o alimento ou bebida para o seu interior, por fim selando-as.

O processo de impressão

A produção das embalagens cartonadas começa com a impressão da identidade visual do produto em papel-cartão. Na sequência, as camadas de plástico e a de alumínio são integradas à de papel para formar as diferentes camadas da caixinha. Por fim, são cortadas e encaminhadas em bobinas para as indústrias de alimentos, para posterior envase.

As barrinhas coloridas ‘surgem’ quando a identidade visual do produto é transposta para os rolos de papel. Como em cada rolo são impressas mais de uma embalagem, não há necessidade de imprimir o teste de cores em todas as unidades. Por isso, as impressoras realizam as marcações de forma intercalada, o que também refletirá em fileiras de marcação intercaladas.

Essa mesma sequência se repetirá no momento de envio das embalagens para o fabricante de alimentos e no envase dos produtos. Deste modo, os consumidores conseguem observar que muitas caixas compostas por 12 embalagens de leite longa vida, por exemplo, trazem parte das embalagens com o teste de cores e outra sem a marcação.

Por se tratar de um processo gráfico, barras coloridas podem ser encontradas em embalagens de outros produtos e em diversos materiais impressos. Além disso, tecnicamente é impossível realizar o ‘reprocessamento’ do leite ou de qualquer alimento ou bebida. Todo fabricante precisa seguir rigorosamente os padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
 
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