13 março 2019

Com abordagem única, Tetra Pak amplia seu portfólio de Serviços e passa a atender a indústria de alimentos e bebidas de forma completa e integrada. Entenda os impactos da decisão
Quando Ruben Rausing, fundador da Tetra Pak, disse que “uma embalagem deve economizar mais do que ela custa”, ele se referia ao valor que uma embalagem deveria adicionar ao produto em seu interior. A frase fazia sentido na década de 1950, quando foi dita pela primeira vez, e continua sendo verdadeira atualmente. Porém, as novas tecnologias alteraram por completo a noção de valor agregado aplicado à indústria alimentícia: hoje, não basta uma embalagem ser financeiramente viável se a mesma noção não for aplicada ao restante da cadeia produtiva.

Com o objetivo de atender toda a indústria de alimentos e bebidas de maneira uniforme e integrada, a Tetra Pak recentemente ampliou a operação de seu portfólio de Serviços. Com isso, passou a atuar com indústrias que trabalham com outros tipos de embalagens, além das tradicionais caixinhas longa vida, e também com clientes que utilizam outros tipos de máquinas para processamento e envase de produtos.

Para entender os impactos dessa decisão e compreender como ela agrega valor ao produto final, falamos com Edison Kubo, diretor de portfólio de Serviços da Tetra Pak para as Américas. “Queremos que a indústria avance para outros patamares. A oferta de serviços é fundamental para essa equação”. Confira abaixo a entrevista com o executivo e veja como tirar proveito das novas tecnologias disponíveis na indústria.

[Caixas de Ideias] A Tetra Pak anunciou recentemente a expansão do seu portfólio de Serviços. O que isso implica em termos práticos?
[Edison Kubo]: Essa é uma mudança importante para a nossa atuação e para a indústria como um todo, pois ao mesmo tempo em que ampliamos nossos negócios e geramos novas oportunidades, os clientes também ganham ao contarem com um fornecedor único capaz de olhar para diferentes linhas de produção de forma completa e integrada. O que acontece hoje é que para cada máquina ou sistema em operação dentro de uma fábrica, o cliente precisa acionar diferentes fornecedores – um para fazer a troca de uma peça, outro para reparar linhas inteiras, outro para fazer gestão de dados e por aí em diante. 

Quanto maior e/ou diversificada for a estrutura da indústria, mais complexo será fazer a gestão de ativos com múltiplos fornecedores. Ao contar com um fornecedor único, em grande parte esse problema é contornado, o que garante mais previsibilidade, agilidade e assertividade à operação do cliente. Exemplo disso é o Tetra Pak® Plant Secure, serviço que lançamos no último semestre de 2018. A solução permite gerenciar todas as máquinas e sistemas operando no chão de fábrica, fornecendo dados comparativos e setoriais que identificam oportunidades de melhorias em toda a operação do cliente.

Quais são os novos segmentos que a divisão de Serviços da Tetra Pak passa a atender?
Com a mudança, passamos a olhar sobretudo para categorias que já eram atendidas pela nossa divisão de Processamento, mas que utilizam outros tipos de embalagens para envase, como clientes das indústrias de sorvetes, leite em pó, bebidas carbonatadas e queijos.

Quando falamos dos tradicionais clientes da Tetra Pak, você associa o custo da embalagem à oferta de serviços capazes de agregar valor a ela e ao produto contido em seu interior. É possível estimar ganhos a partir da contratação de serviços técnicos?
De forma geral, os clientes da Tetra Pak registam até 50% menos defeitos em produtos – ou seja, redução pela metade do nível de desperdícios – e 30% de melhora no desempenho por linha. Naturalmente, esses são números gerais que levam em conta diferentes tecnologias. Cada caso precisa ser avaliado isoladamente, podendo ser atacado por meio de uma única solução ou utilizando um combo de múltiplos serviços. A depender do desafio do cliente e dos serviços contratados, os ganhos podem ser menores ou maiores.

Mas olhando para a indústria do modo como ela está estruturada hoje, há espaço para a introdução de novas tecnologias?
Certamente. Por exemplo, o conceito de Indústria 4.0, ou a aplicação de ferramentas digitais à operação industrial, tem ganhado força e relevância. Esse é um conceito que tem avançado rapidamente em outros setores da economia e que encontra terreno fértil quando avaliamos a indústria de alimentos e bebidas. Estimamos que, atualmente, cerca de 30% da capacidade instalada na indústria de fato encontra-se em utilização, o que abre oportunidades importantes para melhorias e ganhos em eficiência. Queremos que a indústria avance para outros patamares. A oferta de serviços é fundamental para essa equação.

E quais são as soluções que melhor respondem a esse cenário de capacidade ociosa?
Tudo depende da maturidade operacional de cada cliente.  Mas para apontar aspectos gerais, um fabricante que ainda não dispõe de soluções de automação possivelmente deveria considerar investimentos nessa direção como uma prioridade. Máquinas com alto grau de automação, além de performarem melhor, abrem caminho para a introdução de outras soluções associadas à indústria 4.0. Nessa esteira podemos mencionar serviços de manutenção preditiva, suporte remoto, impressão de códigos únicos que permitem rastrear embalagens e processos pelos quais ela passou.

Por outro lado, fabricantes que já contam com elevado nível de automação têm a oportunidade de investir em soluções lançadas recentemente e com enorme potencial para redesenhar o modo como gerenciamos operações industriais. Exemplo disso é o Tetra Pak® Plant Master, que fornece ao cliente uma solução de automação e informação flexível, modular e personalizável.
 
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