07 fevereiro 2020

Manter-se competitivo depende de manter um olhar para o futuro. Entenda as tendências que transformarão a indústria de alimentos e bebidas nos próximos anos
Não faz tanto tempo assim, ainda acenávamos para táxis nas ruas e dependíamos de ligações telefônicas para solicitar a entrega de comida e outros serviços no conforto de nossas casas. A era dos smartphones estava somente começando e manter apps de conversa instantânea no celular ainda era algo pouco familiar. Bastou o passar de uma década para que muitas coisas mudassem – e como sabemos, com as mudanças surgem novos hábitos de consumo e a necessidade de novas soluções em diferentes setores da sociedade.

No setor de alimentos e bebidas, um dos grandes desafios da indústria, atualmente, reside na entrega de produtos que equacionem saudabilidade, praticidade e compromisso ambiental. Todas são equações que têm sido endereçadas ao longo dos últimos anos, mas que, potencialmente, ganharão nova abordagem no decorrer da década em que ingressamos, ao ponto em que certas tecnologias continuarem evoluindo.

A seguir você encontra cinco pilares de transformação social e como eles deverão influenciar a indústria de alimentos e bebidas nos próximos dez anos, seja no que diz respeito à fabricação, distribuição e consumo dos produtos. Afinal, o sucesso do seu negócio depende diretamente da sua capacidade de inovação a longo prazo.

Alimentos seguros e disponíveis em todo lugar

Segundo a Organização das Nações Unidas, a população mundial alcançará 8,6 bilhões de pessoas em 2030, incluindo um bilhão de novos consumidores de alimentos e bebidas. Em decorrência da urbanização e do ritmo das grandes cidades, até 40% das bebidas não alcoólicas serão consumidas em movimento.

Com novas pessoas consumindo, haverá espaço para o ingresso em novos mercados e para o desenvolvimento de formulações que enderecem necessidades específicas e de públicos específicos. Isso não significa que categorias tradicionais entrarão em declínio, mas que haverá oportunidade para a oferta de novos tipos de produtos de forma altamente segmentada.

Sustentabilidade e consumo consciente

No mundo atual não há mais espaço para iniciativas e projetos que não estejam em acordo com o conceito de sustentabilidade e economia circular. Não basta somente desenvolver um produto de olho no seu desempenho nas gôndolas. É preciso pensar em todo o seu ciclo de vida e em ações que facilitem o seu regresso para um novo processo produtivo.

Na indústria de alimentos e bebidas, isso se traduz na busca por embalagens recicláveis e produzidas a partir de materiais renováveis. Também com um olhar para a sustentabilidade, cada vez mais consumidores prestarão atenção ao desempenho logístico dos produtos, dando preferência àqueles que estejam em embalagens compactas e que permitam o transporte de cargas maiores em um número reduzido de viagens – portanto, reduzindo o nível de emissões ao longo do processo logístico do produto.

Sustentável e saudável

Já sabemos que sustentabilidade será determinante para o desempenho de um produto, mas na mesma proporção os alimentos e bebidas deverão entregar funcionalidades e benefícios para a saúde.

Os produtos sem açúcar, com proteínas alternativas e alimentos e bebidas à base de plantas serão as novas categorias em crescimento. Enquanto isso, o mercado de laticínios passará a ter mais subcategorias de nicho e premium, com novas oportunidades para ofertas gourmet, artesanais e alternativas.

A tecnologia como um facilitador

A começar pelo crescimento do mercado online – em 2022 o segmento deverá movimentar cerca de US$ 94 bilhões, segundo o estudo Tetra Pak Index: O Supermercado Online -, a indústria de alimentos e bebidas experimentará os efeitos dos avanços tecnológicos. Em resposta à expansão do e-commerce, será cada vez mais comum ver a utilização de robôs e drones suportando a entrega de mercadorias.

Neste cenário, fabricantes de alimentos e bebidas precisarão trabalhar com parceiros de integração que possam interagir em seu nome com os diferentes atores do mercado, como com fornecedores de serviços de análise de dados e indústria 4.0. Além disso, havendo uma cadeia de distribuição mais desafiadora, as embalagens precisarão ser fortes e robustas o suficiente para cumprir o seu papel de proteger o alimento ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Rastreabilidade ao longo de toda a vida do produto

Ainda em reflexo à expansão do comércio eletrônico, camadas digitais estão sendo incorporadas às embalagens. Neste sentido, a embalagem conectada será uma ferramenta importante ao ajudar a promover uma maior transparência e eficiência na cadeia de suprimentos, ao mesmo tempo em que ela abre novas possibilidades de interação e comunicação com o consumidor.

Para as marcas, o formato será um aliado importante ao permitir a captura de insights sobre o desempenho do produto na cadeia de distribuição e nas gôndolas, ainda podendo elevar a experiência de compra e torná-la cada vez mais personalizada para o consumidor.
 
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