05 Março 2018
A automação já está transformando os empregos e atividades humanas. Como as empresas podem se adaptar ao novo cenário global?
Já não é mais novidade: os empregos tais como conhecíamos antigamente não existem mais. As mudanças começaram à medida que as máquinas assumiram novas tarefas, exigindo novas habilidades das atividades humanas. Para alguns, um cenário pessimista e aterrorizante. Para outros, uma oportunidade de adquirir conhecimentos de forma contínua e estimulante.

Segundo o último relatório do McKinsey Global Institute sobre automação e mercado laboral, promover o aprendizado de novas habilidades ao longo da vida é um ponto crítico - e, para alguns países, o desafio central da estrutura trabalhista atual.

As indústrias já se adaptam para capacitar sua mão-de-obra de forma constante. Para aquelas que perceberam o caminho sem volta da automação, a meta é aliar a perspectiva de eficiência financeira à competência técnica da sua força de campo.

No caso da Tetra Pak, a essência da capacitação está em uma extensa e integrada equipe de treinamento. Capazes de atender clientes de todo o mundo, os profissionais oferecem uma diversa gama de serviços, que vão desde a instrução para operar equipamentos até o aperfeiçoamento de grupos de vendas e supervisores.

Automação na Tetra Pak"Os serviços de treinamento da Tetra Pak são oferecidos em toda a hierarquia ligada às operações de envase dentro do cliente -- do operador de máquinas ao supervisor de produção. Na ponta dos operadores, o maior desafio é garantir que todos estejam em sintonia e cientes dos procedimentos que constam dos manuais das máquinas”, reforça Márcio Soares, especialista em desenvolvimento de competências de cliente da Tetra Pak Brasil.  
 
Nesse contexto, é importante manter um padrão de excelência e flexibilidade para atender às especificidades de cada mercado e região. Seja qual for o produto final, todos os fabricantes de alimentos e bebidas buscam encontrar soluções para manter a segurança, gerenciar e maximizar ativos, comparar dados de produção e otimizar o consumo de recursos naturais. O objetivo é aumentar o desempenho operacional e o envolvimento dos funcionários, além de garantir o crescimento sustentável dos negócios.
 
INVESTIMENTO COM RETORNO GARANTIDO
 
O estudo “Panorama do Treinamento no Brasil 2017-2018” – realizado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), Integração Escola de Negócios e Consultoria Carvalho & Mello –indica que, no último ano, o investimento em treinamento e desenvolvimento dentro das empresas brasileiras foi de R$ 788 por colaborador, valor 21% maior em relação ao ano passado.
 
O documento revela ainda que, em média, cada funcionários recebeu 21 horas de treinamento. A pesquisa mostra também que, entre as 738 empresas participantes da pesquisa, o setor que mais treina seus colaboradores é a indústria (24 horas por pessoa). Além disso, as multinacionais treinam 50% mais do que as nacionais.
 
A consciência das organizações em relação à importância de treinamento e capacitação depende de vários fatores. Mas ela está ligada principalmente a questões culturais, que devem ser trabalhadas e disseminadas dentro do ambiente corporativo , exemplifica Marcio.
 
Para incentivar essa percepção, a Tetra Pak aposta em times especializados em análises de performance, avaliações de qualidade e relatórios completos, que definem as melhores ações a serem implementadas. Isso possibilita ter uma oferta bastante personalizada, atendendo às particularidades de cada empresa. “Além disso, a empresa acompanha as novidades e tendências para oferecer sempre o que há de mais moderno e inovador ao cliente”, conta Fernando Alves Oliveira, gerente interino do Centro de Treinamento da Tetra Pak na América do Sul.
 
Na Ásia, um produtor de sucos e lácteos aumentou sua produção em 30% e reduziu custos das peças sobressalentes ao certificar seus operários para que eles compreendessem como executar corretamente as máquinas e sistemas da unidade.epois de duas semanas de capacitação, os funcionários tornaram-se mais eficientes e confiantes, garantindo o desempenho que o fabricante desejava. 
Questionado sobre o cenário atual e perspectivas para o futuro, Oliveira acredita em uma transformação positiva que integrará colaboradores e máquinas. “Temos tido uma evolução muito grande na entrega de valor. Os fabricantes já entendem o quão importante é desenvolver a equipe para otimizar performance e resultados”. Apesar disso, a equipe ainda tem o desafio de levar essa consciência para todos os players da indústria.
 
O funcionário precisa se sentir parte da mudança. Quando participa do processo, ele entende o contexto e aceita as mudanças com mais facilidade. Capacitar o indivíduo é integrá-lo à evolução. A atualização não ocorre apenas com as máquinas. Funcionários também devem se aprimorar. Pois, no fim das contas, a soma de tudo isso é o que garantirá o resultado que esperamos: crescimento sólido e sustentável”, afirma Fernando.
<< Voltar